O Sobrinho de Rameau, de Denis Diderot

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Faça bom ou mau tempo, tenho o hábito de ir passear às cinco horas da tarde no Palais-Royal. Sempre só, sou visto sonhando sobre o banco da alameda d’Argenson. Entretenho-me comigo mesmo a respeito de política, amor, gosto ou filosofia. Abandono meu espírito a sua mais completa libertinagem. Deixo a seu encargo seguir a primeira ideia sábia ou louca que se apresente, tal como vemos, na alameda de Foy, nossos jovens dissolutos seguirem os passos de uma cortesã de ar jovial, de rosto alegre, de olhos espertos, de nariz arrebitado, abandonarem esta por uma outra, assediando todas e não se prendendo a nenhuma. Meus pensamentos são minhas rameiras.

Denis Diderot. O Sobrinho de Rameau. Incipit.

Nova tradução de Daniel Garroux.

* A Sala Jaú promoverá o lançamento da nova tradução de O Sobrinho de Rameau (Editora da Unesp, 2019). O lançamento contará com a presença do tradutor, que fará uma leitura comentada de trechos da obra.

Quando: data a ser definida em breve.